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Resposta de Dois Híbridos de Milho à Soma Térmica

DOI: http://dx.doi.org/10.12702/ii.inovagri.2014-a284

 

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T. M. Santos1, A. H. N. Cunha2, P. K. Rocha2 & D. Casaroli3

 

Resumo: Dentre os métodos utilizados para caracterizar o desenvolvimento da cultura do milho, destaca-se o mais satisfatório, o que leva em consideração as exigências calóricas ou térmicas, designadas como unidades calóricas (°C), unidades térmicas de desenvolvimento (U.T.D.) ou graus-dia (GD). Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento e desenvolvimento de híbridos de milho em função da soma térmica e dos estádios fenológicos no município de Goiânia, Goiás. O experimento foi instalado utilizando dois híbridos comerciais de milho (Dekalb 390 PRO 2 [HI] e Dekalb 390 PRO [HII]). A semeadura foi realizada no dia oito de março de 2013 e as avaliações nas seguintes datas e respectivos estádios fenológicos: 09/04 (V6 – seis folhas desenvolvidas), 16/04 (V8 – início da quedas das primeiras folhas e definição do número de fileiras de grãos), 22/04 (V10 – início de um rápido e contínuo crescimento e acúmulo de nutrientes e peso seco), 29/04 (V12 – perda de duas ou quatro folhas basais), 06/05 (V14 – estabelecimento do número potencial de sementes e o tamanho das espigas) e 13/05 (R1 – embonecamento e polinização). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, com os tratamentos dispostos em esquema bifatorial 2x6 (A: dois híbridos; e D: seis datas de avaliação) e seis repetições. Os dados meteorológicos de temperatura do ar (mínima, máxima e média) foram obtidos na Estação Meteorológica Automática localizada na Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), sendo coletados desde a semeadura até a colheita, onde foi obtida soma térmica de 1087,2 GD. A unidade experimental foi composta por quatro linhas de 6 m de comprimento espaçadas à 0,50 m, em que foram semeadas 4 sementes por metro linear, para uma população de 80.000 plantas por hectare. Em cada unidade experimental foram avaliadas cinco plantas, totalizando 30 plantas de cada híbrido. Foram realizadas as seguintes avaliações: expansão foliar, filocrono, fitomassa seca e produtividade. Para os resultados de expansão foliar e filocrono, os híbridos apresentaram diferenças significativas na avaliação temporal e entre os híbridos. Conforme os resultados apresentados e nas condições de desenvolvimento da cultura do milho safrinha, o híbrido I apresentou melhor desempenho em função da soma térmica, apresentando maiores valores de expansão foliar, filocrono, fitomassa seca e produtividade quando comparado com o híbrido II.

Palavras-chave: área foliar, massa seca, filocrono

 

1 Mestranda em Agronomia, Universidade Federal de Goiás (UFG), Campus Samambaia - Rodovia Goiânia / Nova Veneza, Km 0 - Caixa Postal 131, CEP 74690-900, Goiânia, GO. Fone (62) 82257311. email: tmendanha@hotmail.com
2 Doutoranda em Agronomia, UFG. analena23@gmail.com, pauletti.rocha@gmail.com
3 Professor Adjunto da Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos (UFG). derblaicasaroli@yahoo.com.br

 

Literatura Citada

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