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Perspectivas para Engenharia Nacional - Desafios e Oportunidades

DOI: http://dx.doi.org/10.15552/2236-0158/abenge.v32n3p71-78

http://www.abenge.org.br/revista/index.php/abenge/index 

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Mario N. Borges & Nival N. de Almeida

 

Resumo: A engenharia nacional tem sua origem relacionada à questão da formação na ocupação territorial, nas construções de fortificações e na logística dos serviços de exploração e do comércio de matérias primas a partir da colonização do Brasil. No século XX, com as novas tecnologias de geração de energia, comunicações e possibilidades de conceber produtos no Brasil para atender as demandas de uma indústria embrionária, a formação do engenheiro passou a atender as questões fabris e do mercado. A partir do pós-guerra, ocorreu um avanço no desenvolvimento de projetos, na concepção de obras de grande porte e fabricação de produtos nacionais, bem como o surgimento de empresas de consultoria em projetos de engenharia para atuar junto às demandas de governo. Atualmente, ultrapassamos a titulação de 45.000 estudantes de engenharia por ano, onde o perfil do egresso depende das instituições de ensino, de sua cultura e da tradição de oferta de cursos, de seu engajamento na pesquisa científica e tecnológica, de aspectos relacionados à economia do país, à inserção regional e às demandas do setor empresarial. A grande velocidade dos avanços tecnológicos, acrescida dos grandes desafios econômicos e sociais, resultam na permanente necessidade de atualização curricular. Assim, o planejamento, a elaboração e a oferta dos cursos de engenharia, bem como o perfil do profissional buscado pelo setor empresarial, caracterizam um notável desafio para a academia. Por outro lado, as transformações industriais, frente às alterações nos contextos econômico e social, trazem à indústria nacional problemas relacionados à produção de bases fabris competitivas, numa concorrência nacional e internacional, num mundo interdependente, bem como demandas por novos conhecimentos de logística e gestão, condições de trabalho, e respeito à natureza com pressupostos de sustentabilidade ambientais e financeiras. Desse modo, o objetivo deste trabalho é buscar discutir aspectos de interesse na formação de engenheiros brasileiros e na inter-relação: academia, setor empresarial e governo, em particular, no que se refere às políticas públicas, face às conjunturas nacional e internacional.

Palavras-chave: engenharia, formação, empresas, políticas públicas

 

Abstract: The Brazilian engineering was born as a result of matters such as: territorial occupation, defense and logistic for resources exploitation and commerce at the time of the colony status. During the first half of the XX Century, it changed to new technologies for energy production, communication devices and some degree of industrialized products in order to provide solutions for the industries which, in turn, started addressing the national needs. After the Second World War, the national engineering jumps to the degree of developing projects, designing big construction solutions and consultancy – particularly as a result of government requirements. Currently, Brazil has overcome the amount of 40.000 engineers being graduated each year, who are more connected to research, science and technology, as well as focused on the national economic development. This new national context, added to the rapid advance of science and technology, as well as economic and social conditions, has claimed for a constant update of the curriculum design. Therefore, planning, designing and managing engineering courses have being posing as significant challenges from the academic point of view. Moreover, industry transformation, market competitiveness, international dispute–considering economic and environment sustainability–have also put pressure on the engineering profile. This paper aims at discussing these issues related to the engineering courses and curriculum design, focusing on the partnership between academia and industries fostered by the important role the government may play in the current national and international context.

Key words: engineering, education, industries, public policy

 

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